vendredi 30 avril 2010

Pós primeira bateria de exames

Acabei de chegar de meus primeiros exames entre estes laboratoriais e um novo ECG.
A título de informação para esta avaliação pré-operatória me foram solicitados:
Exames séricos:
Hemograma Completo, Colesterol Total e frações, Exames de função hepática e renal, Eletrólitos, Função de tireoidiana, Proteínas Total e frações, Glicemia, Insulina, Coagulograma, Triglicérides, Ferritina e até o básico beta-HCG.
Urina 1
Eletrocardiograma (ECG)
E ainda realizarei mais tarde um USG de abdomen superior, onde logo voltarei a um novo jejum para o mesmo!
Semana que vem, se Deus quiser, rolam Rx de Torax e finamente a temida Endoscopia Digestiva Alta (que de tranquila só é quando a gente indica mesmo!!)
Ontem pensando nisso tudo mal consegui dormir, pois a medida que vou resolvendo coisas em virtude da cirurgia bate um pouco aquela ansiedade pela vontade de que tudo se resolva logo!
Tenho contado muito com o apoio da minha família nesses últimos tempos, e a cirurgia está prevista para início de Junho que é quando meus pais já estarão por aqui!
Enquanto isso vou me preparando, lendo e fazendo alguns plantões pra juntar grana, economizar e me preparar ainda mais pra todo esse processo de redução, onde o estômago será só o começo!

jeudi 29 avril 2010

O começo

Depois de muitos anos de obesidade pregressa, entre idas e vindas com peso, cheguei ao máximo: 130kg, com um IMC de 42!
Já há alguns anos me falavam, mas só há alguns meses comecei a pensar no assunto com carinho... e com tal carinho me aprofundei: finalmente resolvi encarar uma Redução de Estômago!
E como um golpe do destino certo dia estava descendo de elevador de uma consulta com meu psicanalista quando o elevador abriu no 5o andar onde avistei a placa grande onde havia uma figura mostrando o progresso entre obesidade e peso normal e acima da placa escrito o nome do instituto que mais tarde optei para realizar minha primeira avaliação.
Ainda demorei umas 2 semanas pra tomar coragem de ir até lá, enquanto eu pesquisava finalmente com bons olhos sobre o tema, conhecia o trabalho de várias instituições, conheci sites onde são difundidas várias informações, são detalhadas as cirurgias e é possível se ler vários depoimentos de pessoas que já realizaram Cirurgia Bariátrica e como foi sua trajetória de ganhos e perdas, entre seus "antes e depois".
Depois de muita bagagem armazenada durante essas semanas já não restavam mais dúvidas que a Cirurgia Bariátrica era realmente a maior opção para o meu caso, onde além de haver um histórico de obesidade a vida toda, já haviam 3 anos em que me enquadrava cada vez mais na Obesidade Mórbida.
Já havia tentado de tudo para reduzir minhas medidas por outros métodos, os quais muitas pessoas até chegam a considerar mais saudáveis, onde conheci várias dietas altamente difundidas pela mídia que prometem perdas rápidas de medidas, mas sem nenhuma garantia de saúde ou de manutenção de peso, o que para quem tem esse panorama há muito tempo é uma óbvia preocupação. Na verdade todos nós já experimentamos isso, de perder peso, muito peso, durante tempo determinado, desfilar por aí com a silhueta tão sonhada, mas em cerca de meses-anos voltamos a ganhar tudo de novo, até muito mais do que tínhamos antes.
São tantas e várias as questões que envolvem nossa mente diante de tanto EXCESSO que acho que nesse texto inicial será bem difícil colocar todas em questão.
O fato é que há cerca de um mês passei na minha primeira consulta com Dr. Arthur Garrido, onde iniciei meu acompanhamento, já fui na minha primeira reunião de grupo, e no momento estou realizando todos os exames pré-operatórios.
A princípio a cirurgia estava prevista para Maio deste ano, mas daí passei por mais uma problemática que acho que muitos que resolvem optar por tal procedimento considerado "eletivo" passam: A participação da família nisso tudo!
Moro sozinha há cerca de 12 anos, entre repúblicas e casa de familiares por breves períodos, e cheguei a um certo ponto de independência onde ficava difícil aceitar a idéia de que fosse necessária a presença de alguém da família durante esse processo todo. A princípio cedi à proposta da vinda de meus pais para me apoiarem durante esse processo mais em preocupação com a preocupação que ambos teriam em ficar longe de mim durante todo esse processo do que realmente eu achasse que precisasse da presença de alguém pra cuidar de mim. Mas cada vez que leio mais sobre todo esse processo de pós-op, que conheço e ouço testemunhas de pessoas que já passaram por tudo isso, fico mais segura e mais feliz de saber que os terei perto de mim!
Mais tarde irei fazer mais uma bateria de exames e na terça passarei por mais uma avaliação psicológica, mas desta vez voltada inteiramente para todo esse processo.
Estou otimista, com a vida nesse momento voltada para isso, para ganhos, e mais ainda para REDUZIR TUDO, cada excesso que ainda há em mim!

samedi 6 mars 2010

I Don't Know Why


Never happy, not satisfied
Always complains for nothing
Hopes and dreams are fading away
It's not hard to figure it out
There's no doubt, you'll find away
Live the moment, each and every day

I don't know why
I can't see the beauty in front of me
I can not...
I don't know why
I can't see the beauty in front of me (in front of me)

Always thinking it’s not enough
Maybe it’s time to fight for it
Days and years are going so fast
We run set we’re full of regrets
Why keep on blaming someone else?
Love and luck are turning their back

Now I see here
It's always been there
People like their simple things
Live the moment, each and every day

I don't know why
I can't see the beauty in front of me
I can not...
I don't know why
I can't see the beauty in front of me (in front of me)

Is it there?
Is it right there?
Right in front of you (right in front of you)
This is what you've been looking for
For a long, long time
Make it real, make it right now (make it right now, make it right now)
You've got to live it now

Moony

mercredi 3 mars 2010

Atenção

Atenção, hora de abrir os olhos
Para olhar para dentro, para redescobrir
Não estou mais cansada, não desanimo mais
Agora todo um mundo me espera...
Mas o que é melhor, agora esse vai ser o mundo que eu quero
Vai ser o mundo que vou escolher para mim

mardi 2 mars 2010

No Auge do Desassossego

" À raça dos desassossegados pertencemos todos, negros e brancos, ricos e pobres, jovens e velhos. Bem, desde que tenhamos duas características: a inquietação (que nos torna insuportavelmente exigentes conosco) e a ambição de vencer não os jogos, mas o tempo, esse adversário implacável.

Desassossegados do mundo correm atrás da felicidade possível, e uma vez alcançado seu quinhão, não sossegam: saem atrás da felicidade improvável, aquela que se promete constantemente, aquela que ninguém nunca viu, e por isso sua raridade.

Desassossegados amam com atropelo, cultivam fantasias irreais de amores sublimes, fartos e eternos, são sabidamente apressados, cheios de ânsias e desejos, amam muito mais do que necessitam e recebem menos amor do que planejavam.

Desassossegados pensam acordados e dormindo, pensam falando e escutando, pensam antes de concordar e, quando discordam, pensam que pensam melhor, e pensam com clareza uns dias e com a mente turva em outros, e pensam tanto que pensam que descansam.

Desassossegados não podem mais ver o telejornal porque choram, não podem sair mais às ruas porque tremem, não podem aceitar tanta gente crua habitando os topos das pirâmides e tanta gente cozida em filas, em madrugadas e no silêncio dos bueiros.

Desassossegados vestem-se de qualquer jeito, arrancam a pele dos dedos com os dentes, homens e mulheres soterrados, cavando sua abertura, tentando abrir uma janela emperrada, inventando uns desafios diferentes para sentir sua vida empurrada, desassossegados voltados pra frente.

Desassossegados têm insônia e são gentis, as verdades imutáveis os incomodam, riem quando bebem, não enjoam, mas ficam tontos com tanta idéia solta, com tamanha esquizofrenia, não se acomodam em rede, leito, lamentam a falta que faz uma paz inconsciente. Dessa raça somos todos, eu sou e só sossego quando me aceito.

Martha Medeiros

lundi 22 février 2010

Parada para respirar


A angústia era tanta que ela precisava daquilo...

Como acordar todos os dias com a vontade nem estar ali?
Como tomar banho e ainda assim não se sentir limpa?

... E sentir o coração acelerar descompassado, o nó no estômago constante, a garganta seca e os olhos encherem d'água todas a manhãs?

Ela sabia do que se tratava - aquela velha conhecida-, mas de forma alguma queria admitir que estava mesmo sentindo aquilo tudo novamente...
Assim ela negava todas as manhãs pra si mesma, respirava fundo, tomava os velhos comprimidos e saia para trabalhar.
[Ela só não sabia até quando... Ela espera que conseguisse chegar ao fim]

Mas teve aquela manhã que tudo foi mais intenso, e que as batidas do coração descompassado não quiseram mais se acalmar, e que as lágrimas vieram ao olhos em corrente, e que a dor no peito apertou pra valer...
[Ela só queria sumir, mas não morrer, só ir pra um universo paralelo e organizar suas forças já tão dissipadas com tanto]

Não foi fácil a decisão, não foi fácil olhar pra dentro...
Mas ela viu... e não gostou do que viu. E ela voltou a chorar, por todo um final de semana ela chorou.

Agora é tempo de encarar com tudo, pois ela sabe, que não há DEPRESSÃO que seja maior que ela mesma...

As portas agora estão abertas!

mardi 9 février 2010

Cansaço


Cansada...

Mas é que é de tanta coisa que eu nem sei por onde começar a escrever...

E daí eu canso!