mercredi 29 octobre 2008

Mania de grandeza

Quando eu te amo...


“Eu ontem fui dormir todo encolhido
Agarrando uns quatro travesseiros
Chorando bem baixinho, bem baixinho, baby
Pra nem eu nem Deus ouvir
Fazendo festinha em mim mesmo
Como um neném, até dormir

Sonhei que eu caía do vigésimo andar
E não morria
Ganhava três milhões e meio de dollars
Na loteria
E você me dizia com a voz terna, cheia de malícia
Que me queria pra toda vida

Mal acordei, já dei de cara
Com a tua cara no porta-retrato

Não sei por que que de manhã
Toda manhã parece um parto

Quem sabe, depois de um tapa
Eu hoje vou matar essa charada

Se todo alguém que ama
Ama pra ser correspondido
Se todo alguém que eu amo
É como amar a lua inacessível
É que eu não amo ninguém

Não amo ninguém
Eu não amo ninguém, parece incrível

Não amo ninguém
E é só amor que eu respiro...”

Cazuza, mestre incrível!!!

E isso tem sido tão puramente tocante assim...

Cuidado, companheira


"Feito essa gente
que anda por aí brincando com a vida
Cuidado, companheiro
A vida é pra valer
Não se engane, não
É uma só
Duas mesmo que é bom
Ninguém vai me dizer que tem sem provar muito bem provado com certidão passada em cartório do Céu assinado em baixo: Deus!
E com firma reconhecida
A vida não é de brincadeira, amigo
A VIDA É ARTE DO ENCONTRO 
EMBORA HAJA TANTO DESENCONTRO PELA VIDA
Há sempre uma mulher a sua espera com os olhos cheios de carinho e as mãos cheias de perdão
Ponha um pouco de amor na sua vida, como no seu samba."

Vinicius de Moraes

mardi 28 octobre 2008

lundi 27 octobre 2008

Desassossego


"Sossega, coração! Não desesperes!
Talvez um dia, para além dos dias,
Encontres o que queres porque o queres.
Então, livre de falsas nostalgias,
Atingirás a perfeição de seres.
Mas pobre sonho o que só quer não tê-lo!
Pobre esperença a de existir somente!
Como quem passa a mão pelo cabelo
E em si mesmo se sente diferente,
Como faz mal ao sonho o concebê-lo!

Sossega, coração, contudo! Dorme!
O sossego não quer razão nem causa.
Quer só a noite plácida e enorme,
A grande, universal, solente pausa
Antes que tudo em tudo se transforme."


Fernando Pessoa, 2-8-1933.

SAL DA TERRA

Se até ela tem seu SAL, porque que eu não acho o meu!?

samedi 25 octobre 2008

No final eu sei....


Todos os meus caminhos vão dar no mar